#2 Poesia - Soneto 12

Postado por Juca | 00:31 | 1 comentários »

Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta têmpora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
Assistindo ao filme "O homem que copiava" conheci essa poesia. Sem entrar no mérito se o filme é bom ou não, com certeza é inegável a beleza dessa obra de Shakespeare. O máximo que cheguei perto das obras dele foi no ginásio, quando estudei o livro "Sonho de uma noite de verão". Bom, essa poesia que postei é daquelas "pra pensar". Fala do tempo, da vida, da morte...
Nesse video tem a poesia (em inglês): http://www.youtube.com/watch?v=Z96lGasMxzI
Até amanhã! Bj.

1 comentários

  1. Unknown // 8 de maio de 2008 às 21:51  

    Amor no papel ... eu gosto muito desta, leio todos os dias ;)
    Amo-te